segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Stalinismo

Vladimir Ilitch Lênin


A Revolução Russa de outubro de 1917, foi a primeira revolução socialista da história. Promoveu a transformação radical da sociedade russa, desapropriando a burguesia (estatizou fábricas e bancos, realizou uma reforma agrária radical e aboliu o mercado, com a economia sendo planificada pelo Estado proletário). As desigualdades sociais praticamente chegaram ao fim, ao mesmo tempo que chegou ao fim a discriminação sexual, sendo garantido direitos e deveres iguais para homens, mulheres, e homossexuais.

Entretanto o socialismo soviético acabou sofrendo uma grave degeneração, após Josef Stalin assumir o poder absoluto no final dos anos 20. Stalin estabeleceu uma ditadura totalitaria responsável pela morte de cerca de 20 milhões de soviéticos, que chegou a colaborar com a Alemanha nazista no começo da Segunda Guerra Mundial.

Esse regime arbitrário e burocrático, longe de acabar com a exploração do homem pelo homem, resultou no surgimento de uma casta privilegiada de burocratas que agia como uma nova classe dominante, oprimindo o proletariado e o campesinato. Se não bastasse isso, os homossexuais passaram a ser perseguidos, considerados como "pervertidos pequeno-burgueses". Isso acabou resultando no colapso do regime socialista no final dos anos 80.

Josef Stalin era um revolucionário bolchevique e tornou-se secretário-geral do Partido Comunista da Rússia em 3 de fevereiro de 1922. Quando o lider do partido e do Estado soviético, o revolucionário Vladimir Lenin, sofreu o terceiro enfarte que o deixou inconsciente, em março de 1923, foi formado um triunvirato(composto por Stalin, Grigory Zinoviev, e Lev Kamenev), que assumiu a direção do governo soviético. Após a morte de Lenin, ocorrida em 21 de janeiro de 1924, começou uma batalha feroz na burocracia do partido para ver quem iria sucede-lo. Stalin saiu na frente por comandar a burocracia partidária, e após derrotar Trotsky e afastar outros adversários dos principais postos de direção, assumiu o poder absoluto em 1928. As políticas que promoveu acabaram descaracterizando o socialismo, transformando-o em uma espécie de versão de esquerda do fascismo.


"Mas, já em 1929, (...) Stalin passa a implementar medidas de coletivização forçada da agricultura, apoiadas numa duríssima repressão contra os camponeses. Sabe-se hoje que essa política voluntarista e duramente coercitiva - que o próprio Stalin chamou de "revolução pelo alto" - levou à morte cerca de 10 milhões de camponeses. Por outro lado, a industrialização acelerada promovida pelos famosos planos qüinqüenais, embora tenha tido importantes resultados quantitativos, produziu fome e gerou opressão sobre os trabalhadores urbanos. Conheceu-se assim, na URSS dos anos 30, um período de intensa superexploração da força de trabalho, tanto camponesa quanto operária. Tudo isso levou à construção de um regime de terror na União Soviética: consenso e hegemonia, que ainda tinham alguma presença na sociedade soviética dos anos 20, cederam definitivamente lugar à coerção e ao despotismo." (Carlos Nelson Coutinho; em "Atualidade de Gramsci")

Aqui no Brasil, o stalinismo é defendido pelo PCML - Partido Comunista Marxista Leninista, cujo site é http://inverta.org/pcml. O PCML se considera o autêntico partido comunista no Brasil, e publica o jornal Inverta. O stalinismo também é defendido pelo PCR - Partido Comunista Revolucionário, cujo site é http://pcrbrasil.org/. O PCR é resultado de um racha no MR8, ocorrido em fevereiro de 1995.

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