O sectarismo é uma caracteristica comum dos trotskistas, tanto que foram eles mesmos que destruiram a IV Internacional, quando nos anos 50, ao não aceitar as posições de Michel Pablo com relação a política de "entrismo" nos partidos "stalinistas" e "social democratas", deram início ao racha que gerou outros sucessivos rachas, originando "seitas" cada vez mais sectárias, que vivem atacando uma a outra e pior, atacando toda a esquerda socialista com acusações caluniosas, como chamar o governo socialista cubano de "burguês", e transformar todos os comunistas que não se baseiam na cartilha "troska", em stalinistas ou reformistas.
Se não bastasse isso, acreditam que a revolução socialista é iminente, por isso vivem pregando greve geral e manifestações proletárias sem promover nenhum trabalho de organização, usando apenas as mesmas velhas "palavras de ordem" contra o capitalismo. Ainda pensam que estão no começo do século XX, quando o poder estava concentrado nos palácios e não disperso na sociedade civil.
Exemplo do sectarismo "trosko"
Os trotskistas do PCO - Partido da Causa Operária, vivem lançando ataques caluniosos contra o resto da esquerda, inclusive contra os também trotskistas do PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, como acusa-los de "oportunistas", "revisionistas" e "centristas pequeno-burgueses". E pior, se recusam a fazer alianças, lançando sempre candidaturas próprias que se utilizam de um discurso completamente fora da realidade da atual conjuntura da luta de classes. O resultado desse sectarismo doentio é a promoção de conflitos entre militantes do PCO e do PSTU, como o ocorrido em 1 de maio de 2000, em São Bernardo do Campo, em ato organizado pelo dia do trabalhador. Militantes de ambos os partidos trocaram socos, ponta-pés e agressões com pedaços de madeira, lutando entre si ao invés de promoverem a unidade socialista em um ato que deveria representar a luta dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
Além disso, esse sectarismo também resulta no completo isolamento do PCO, que vive no gueto, tanto que na eleição presidencial de 2010, o seu candidato Rui Costa Pimenta, foi o último colocado com apenas 0,02% dos votos.
A primeira experiência de construção do socialismo fracassou, resultando no sucesso do capitalismo e na atual crise que afeta a humanidade, com o crescimento assustador da miséria e da violência. Cabe aos marxistas refundar o socialismo, corrigindo os erros do passado e assim retomar a luta anti-capitalista. Entretanto, não podem buscar no trotskismo a alternativa para a construção de um socialismo renovado, sem os desvios promovidos pelo stalinismo.
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